Ler e escrever nacultura digital
Thamires Almeida B. Pereira
Em “Ler e escrever na cultura digital” Andrea Cecília Ramal, (2000), aponta que a transmissão da história se dava através das narrativas orais, nas culturas que não conhecia a escrita, o narrador relatava as experiências passadas a ouvintes que participavam do mesmo contexto comunicacional. Para garantir a preservação de crenças e valores, o mito funcionava como estratégia, a escrita inaugurou uma segunda etapa na história humana, o sujeito pôde projetar sua visão de mundo, sua cultura, seus sentimentos e vivências no papel.
A escrita relativiza o papel da memória, a memória de uma cultura não cabe mais no conto: ela é constituída de documentos, vestígios, registros históricos, datas e arquivos. A escola é herdeira da tradição positivista e do estruturalismo de Saussure, que separa a língua da fala, o conhecimento escolar da cultura iletrada se estruturou como as páginas de um livro: linear, encandeado e segmentado.
Para a autora, a cultura escrita raramente chega sem violência, devido aos prestígios que os sistemas alfabetizados adquirem, e assim, acaba se designando a cultura oral como inferior. A escola costuma limitar a possibilidade de penetrar na experiência do outro; a educação escolar muitas vezes se constitui como dominação da razão sobre outras competências e saberes humanos. A escola tem muito mais de monologismo (onde um único sentido sobressai) do que de polifonia (um jogo dramático de vozes).
A conexão simultânea dos atores da comunicação a uma mesma rede traz uma relação totalmente nova com os conceitos de contexto, espaço e temporalidade. O hipertexto, nova forma de escrita e de comunicação da sociedade informático-mediática, é também uma espécie de metáfora, a internalização da estrutura do hipertexto como mediação para a produção do conhecimento implica novas formas de ler, escrever, pensar e aprender.
O hipertexto é algo que vai além do texto, onde existem vários links que permitem tecer caminhos para outras janelas. Cada percurso textual é tecido de maneira original e única pelo leitor cibernético.
Ramal (2000), ainda sugere que educadores reinventem a profissão, uma vez que vê o professor como alguém que tem papel decisivo como arquiteto cognitivo, dinamizador de grupos e educador, comprometendo-se com o desafio de estimular a consciência crítica para que todos os recursos desse novo mundo, sejam utilizados a serviço da construção de uma humanidade também nova, o professor tem o instigante desafio de reinventar-se como alguém que vem dialogar e criar condições necessárias para que todas as vozes sejam ouvidas e cresçam juntas.
PALAVRAS CHAVES:
ESCRITA.
EDUCADOR.
MEMÓRIA..
[1]RAMAL, Andrea Cecília. Ler e escrever na cultura digital. Porto Alegre: Revista Pátio, ano 4, nº 14, agosto-outubro 2000,p. 21-24.
[1] UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA-UNEB
CURSO: LICENCIATURA EM HISTORIA G27
DISCIPLINA: CURSO DE EXTENÇÃO
ALUNA: THAMIRES ALMEIDA B. PEREIRA
PROFESSORA: JAQUELINE VALADARES E MARIA NEUMA
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